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É um derivado da anfetamina, estimulante do sistema nervoso central, que foi aprovado pela ANVISA e pelo Food and Drug Administration (FDA) para o tratamento do Transtorno de Compulsão Alimentar (TCA) moderado e grave em adultos.
Inclusive, o Venvanse ® também é prescrito para o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) em adultos e crianças a partir de 6 anos.
O TDAH é um transtorno com causas genéticas e ambientais presente em 2,5% da população, que, geralmente, se manifesta na infância.
Em linhas gerais, pessoas com TDAH apresentam falta de atenção, impulsividade e inquietude (também conhecida como hiperatividade), causando prejuízo da funcionalidade, como por exemplo, na performance social e acadêmica.
É o transtorno alimentar mais comum, com prevalência de 2 a 4 % em adultos, mais frequente no sexo feminino.
O TCA está presente em até um terço dos pacientes com obesidade.
No entanto, é subdiagnosticado pelos profissionais de saúde, o que piora o bem estar psicológico e físico dos pacientes que não recebem tratamento.
Pacientes com TCA apresentam um risco maior para diversas comorbidades, por exemplo:
O TCA é caracterizado pela ingestão, em um período determinado (por exemplo, dentro de um período de duas horas) de uma quantidade de comida muito maior do que a maioria das pessoas consumiria no mesmo período e em circunstâncias semelhantes.
Assim, nestes episódios o paciente apresenta um sentimento de falta de controle sobre a ingestão alimentar (por exemplo, um sentimento de não conseguir parar ou controlar o que ou o quanto se come).
Quando estamos diante do TCA, esses episódios ocorrem, em média, pelo menos uma vez por semana, durante três meses.
Normalmente, os eventos de compulsão alimentar são associados às seguintes situações:
Como é graduado o Transtorno de Compulsão Alimentar (TCA)?
O nível atual de gravidade é baseado no número de episódios de compulsão alimentar por semana:
A causa exata do TCA é desconhecida, mas pesquisas sugerem que certos fatores, como substâncias químicas cerebrais, podem desempenhar um papel importante.
Em tal caso, o transtorno pode ser transmitido pela hereditariedade ou estar vinculado a eventos de vida particularmente estressantes.
Adultos com TCA podem ter diferenças na química do cérebro capazes de interferir na capacidade de regular a ingestão de alimentos, criar ou aumentar o “desejo” por um determinado tipo de comida ou aumentar o “gosto” por um determinado sabor.
Embora as preocupações com o peso possam ser o motivo principal pelo qual a pessoa procura avaliação médica,
o TCA pode ocorrer em adultos com peso normal, sobrepeso ou obesos.
A psicoterapia, especialmente a terapia cognitivo-comportamental, permanece como o tratamento padrão ouro para o TCA.
Em relação ao tratamento farmacológico, o dimesilato de lisdexanfetamina (Princípio ativo do Venvanse ® e Juneve ®) é a única opção aprovada em bula pela ANVISA e o pelo Food and Drug Administration (FDA) para esta condição.
Dessa forma, podemos prescrever o medicamento para tratar o transtorno de moderado à grave, isto é, indivíduos que apresentam 4 ou mais episódios de compulsão por semana.
Outros medicamentos foram estudados para tratamento do TCA, incluindo inibidores seletivos da recaptação da serotonina (por exemplo, sertralina, fluoxetina, citalopram, escitalopram, fluoxetina e fluvoxamina), drogas antiepilépticas (por exemplo, topiramato) e a sibutramina, mas estes usos são off label (Fora de bula) para esse tipo de transtorno.
Nos dois principais estudos em adultos com dimesilato de lisdexanfetamina (princípio ativo do Venvanse ® e Juneve ®) nas doses de 50 mg ou 70 mg ao dia para tratamento do Transtorno de Compulsão Alimentar (TCA) moderada à grave, a média da perda de peso após 12 semanas foi de 5,8 kg para pacientes que receberam dimesilato de lisdexanfetamina (IMC médio basal de 33,8 Kg/m², peso médio basal de 94,5 kg).
Além disso, no grupo placebo (pacientes que usaram comprimidos sem medicação) não houve perda de peso.
Nestes dois estudos, somente cerca de 7% dos pacientes apresentavam peso normal (IMC ≥18.5 to <25.0 Kg/m²), os demais estavam com sobrepeso ou obesidade.
Outros estudos sobre o medicamento publicado em 2017 na prestigiada revista médica JAMA Psychiatry avaliou a eficácia da dimesilato de lisdexanfetamina (princípio ativo do Venvanse ® e Juneve ®) por 9 meses para o controle da TCA moderada e grave na dose de 50 ou 70 mg ao dia.
Em tal caso, foram avaliados 275 pacientes que já estavam em uso de lisdexanfetamina por 3 meses na dose de 50 ou 70 mg ao dia para permanecer em uso de lisdexanfetamina nos próximos 6 meses ou transacionar para placebo (Comprimido sem medicação).
Daqueles pacientes que permaneceram em uso de lisdexanfetamina por um total de 9 meses apresentavam uma média de peso inicial de 92,4 kg e IMC 33,1 Kg/m², sendo que:
Nesse caso, ao final da investigação observou-se que os pacientes em uso de lisdexanfetamina, apresentaram um risco de recorrer a compulsão alimentar 11 vezes menor do que aqueles que usaram placebo e apresentaram uma perda média de peso de 8,29 kg.
Infelizmente, não temos estudos clínicos de longo prazo com Venvanse ® ou Juneve ® avaliando a perda de peso em pacientes com TCA.
Todavia, é possível que, a longo prazo, a perda de peso seja maior, tendo em vista o controle de compulsão alimentar e consequente redução de ingestão calórica diária.
Importante ressaltar que esta medicação não é aprovada para tratamento da obesidade sem TCA!
O Venvanse ® ocasiona perda de peso devido à sua ação estimulante no sistema nervoso central, onde bloqueia a recaptação de norepinefrina e dopamina (são dois tipos de neurotransmissor, mensageiro químico que é liberado pelos neurônios) e aumenta a sua liberação para o espaço extraneuronal.
Assim sendo,
sua ação no sistema nervoso central leva à redução da fome e dos episódios de compulsão alimentar, com consequente perda de peso.
Determinamos a dose certa de forma individualizada, mas estudos clínicos com Venvanse ® para tratamento do transtorno de compulsão alimentar periódica (TCAP) moderado à grave iniciaram com a dose de 30 mg ao dia.
Nas semanas seguintes, a dose era ajustada para 50 mg ou para uma dose máxima de 70 mg por dia.
A dose máxima recomendada de Venvanse ® é de 70 mg/dia e devemos ressaltar que doses acima de 70 mg/dia não foram estudadas para o tratamento do Transtorno de Compulsão Alimentar.
O Venvanse ® e o Juneve ® apesar de terem nomes diferentes, são a mesma medicação.
Ademais, ambos apresentam o mesmo princípio ativo (dimesilato de lisdexanfetamina), o mesmo fabricante (Laboratório Takeda) e apresentações disponíveis no mercado brasileiro em embalagens com 28 cápsulas de 30 mg, 50 mg ou 70 mg.
Assim, as duas opções de nome comercial trata-se apenas de uma estratégia do laboratório.
O Venvanse ® (dimesilato de lisdexanfetamina) não apresenta genérico, apenas o similar Juneve ® (dimesilato de lisdexanfetamina).
Os efeitos colaterais mais comuns do dimesilato de lisdexanfetamina (princípio ativo do Venvanse ® e Juneve ®) incluem:
O dimesilato de lisdexanfetamina (princípio ativo do Venvanse ® e Juneve ®) faz parte da lista de medicações psicotrópicas (A3).
Dessa maneira, por se tratar de um medicamento que pode causar dependência química ou psíquica, além de trazer graves danos à saúde caso seja mal utilizado, a ANVISA exige o controle rígido para sua aquisição.
Assim sendo, a prescrição médica utiliza um tipo especial de receituário, conhecido como tipo A (receituário amarelo).
A receita poderá conter a quantidade correspondente a, no máximo, um mês de tratamento.
Além disso, apresenta validade de até um mês após a sua emissão e não pode ser digital.
Para adquirir em um Estado diferente ao do médico prescritor, uma justificativa para uso do Venvanse ® precisa acompanhar a receita amarela.
Qualquer medicação interrompida no momento inadequado pode predispor à recorrência da condição de saúde que motivou o seu uso.
Nesse sentido, um estudo clínico avaliou pacientes que estavam em uso de Venvanse ® por 3 meses para tratamento do Transtorno de Compulsão Alimentar (TCA), moderada ou grave, na dose de 50 ou 70 mg ao dia.
Após 6 meses do interrompimento do uso de Venvanse ®, observou-se que o risco de recorrer o Transtorno de Compulsão Alimentar (TCA) foi 11 vezes maior do que comparativamente aos que permaneceram em uso do Venvanse ®.
Como acontece com qualquer medicamento, o uso racional e individualizado, respaldado pelo resultado das pesquisas clínicas é fundamental.
A lisdexanfetamina é alvo de extenso uso abusivo, o que pode levar à tolerância e à dependência psicológica com diferentes graus de comportamento anormal.
No geral, os sintomas de abuso de anfetaminas incluem: insônia, irritabilidade, hiperatividade, labilidade emocional, psicose, fadiga e depressão.
Por isso, jamais use qualquer medicação sem uma avaliação médica.
Quando indicado pelo seu médico, o dimesilato de lisdexanfetamina (princípio ativo do Venvanse ® e Juneve ®) deve ser usado uma vez ao dia pela manhã.
É necessário evitar a ingestão à tarde ou à noite devido ao potencial do medicamento para causar insônia. Além disso, o paciente pode tomar Venvanse com ou sem alimentos.
Uma vez que a meia-vida do Venvanse ® é de cerca de 12 horas, após esse tempo o fármaco ativo no organismo diminui pela metade, apesar dos metabólitos da medicação permanecerem no organismo por até dois dias e meio.
Venvanse ®, Ozempic ®, Wegovy ®, Mounjaro ®, Victoza ® ou Saxenda ®?
Quando se fala de medicações para o tratamento do sobrepeso e da obesidade, temos excelentes opções com eficácia e segurança avaliadas por estudos clínicos:
Semaglutida: uso subcutâneo semanal (princípio ativo do Wegovy ® e Ozempic®). Medicação com perda de peso média em estudo clínico de cerca de 15 %, com perda de peso ≥ 20% em aproximadamente ⅓ dos pacientes.
Tirzeparida: uso subcutâneo semanal (princípio ativo do Mounjaro ®). Medicação com perda de peso média em estudo clínico de aproximadamente 20%, com perda de peso ≥ 25% em cerca de ⅓ dos pacientes.
Liraglutida: uso subcutâneo diário (princípio ativo do Saxenda ® e Victoza ®). Medicação com perda de peso média em estudo clínico de 8%, com menos de 15% dos pacientes com perda de peso ≥ 10%.
O Venvanse ® nunca foi estudado isoladamente para tratamento da obesidade.
Assim, todos os trabalhos que evidenciaram perda de peso com uso desse medicamento em pessoas acima do peso, foram conduzidos em pacientes que apresentavam o diagnóstico de Transtorno de Compulsão Alimentar (TCA) moderada ou grave.
No entanto,
o dimesilato de lisdexanfetamina (princípio ativo do Venvanse ® e Juneve ®) pode ser uma excelente opção para aqueles que necessitam de tratamento medicamentoso para o sobrepeso e obesidade e apresentam, concomitantemente, Transtorno de Compulsão Alimentar (TCA) moderada ou grave.
Ressaltamos que essa situação foi encontrada em cerca de ⅓ dos pacientes com obesidade.
O dimesilato de lisdexanfetamina (Princípio ativo do Venvanse ® e Juneve ®) é contraindicado em pacientes com:
Os estudos indicam que o Transtorno de Compulsão Alimentar (TCA) é frequentemente crônico, sendo que um estudo evidenciou que a duração média do TCA foi de 14 anos.
Dessa maneira, muitos pacientes necessitam do tratamento medicamentoso a longo prazo.
Portanto, caso você esteja em tratamento do Transtorno de Compulsão Alimentar (TCA) com Venvanse ®, jamais interrompa o seu uso sem a avaliação clínica do seu médico.
Isso porque, a interrupção no momento inadequado pode causar efeitos adversos e ocasionar a recorrência do TCA.
Caso você esteja com compulsão alimentar associada à dificuldade de controlar o peso, saiba que, apesar de serem condições crônicas, ambas apresentam excelentes respostas ao tratamento medicamentoso.
Dessa maneira, não deixe de buscar a ajuda do Endocrinologista e receba sempre acompanhamento individualizado!
Fontes:
A Clínica Dr. Eduardo Henrique – Endocrinologia e Nutrição é um espaço voltado para a Saúde Integral. Nossa clínica recebe o nome do seu idealizador, médico Endocrinologista, que preza por uma abordagem acolhedora, integrada e personalizada.
Somos especializados no tratamento e prevenção de doenças endócrinas, com foco em tireóide e em emagrecimento. Contamos com uma equipe multidisciplinar especializada, composta por endocrinologistas e nutricionistas.
Como complemento aos atendimentos clínicos, realizamos os exames destinados ao diagnóstico das alterações tireoidianas e avaliação da composição corporal.
Dispomos dos exames e procedimentos médicos de Ultrassonografia da tireóide com Doppler, PAAF, citologia, alcoolização de cistos e nódulos da tireoide e bioimpedância (Inbody 270).
Além disso, atendemos aqueles que buscam um check-up médico completo com objetivo de trazer a sua melhor versão.
Renato F. Faustino, via Google
O Médico mais atencioso, humano e assertivo que já conheci. Após meu pai passar por diferentes médicos, foi o Eduardo que encontrou o problema que meu pai apresentava. Deu suporte e foi sensacional na condução do diagnóstico e no suporte ao tratamento. Com certeza precisamos de mais Eduardos na medicina para que as pessoas sejam bem mais cuidadas...
Graziele de Farias, via Google
Bom, eu desde criança possuo um problema com a minha tireoide, tive péssimas experiências anteriores com outros médicos por consulta presencial e nenhum deles cogitou a possibilidade de ter alho a mais que fosse investigado que fosse associado as minhas alterações na glândula da tireoide, sempre suspeitei que havia alguma explicação e que nenhum médico que consultei fez...
André Rezende, via Google
A minha experiência com o Dr. Eduardo foi excelente, a melhor possível! Eu e a minha esposa, após alguns exames de rotina, precisamos de um endocrinologista para uma consulta. Após uma pesquisa aprofundada, optei por passar em consulta com o Dr. Eduardo, pois acreditava que ele tinha exatamente as qualidades que procurávamos...
Cristina Lousada, via Google
Meu filho e eu fizemos uma consulta com Dr. Eduardo e ele foi realmente maravilhoso, tranquilo, não tem pressa no atendimento, explica com detalhes. Mostrou-se muito humano e competente. Nossa consulta foi por vídeo chamada e teve a mesma ou até mais qualidade se tivesse sido presencial...
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